a tua solidão é tão vasta quanto a minha. confessa. tuas noites são povoadas por saudades. e memórias. tu também olhas pela janela nas altas madrugadas desejando um amor. em segredo. sei que também desejas, assim como eu, que a mente silencie, que só o coração diga nos momentos sem controle. e também te perdes, caminhos errados, pessoas estranhas – o santo não bate, lembra? ninguém desconfia das tuas angústias. nem mesmo eu. e então, com meia dúzia de palavras bonitas, mas difíceis, tu te desnudas, sem querer. sem querer? só te imagino intencional. de intenções que nem sei. és um aviãozinho de papel a vagar pelos ventos sem rumo. engana-te se achas que é possível ser terrivelmente feliz nestes esconderijos. excesso de proteção não é felicidade, é medo. abre-te para os encantos. é lá que moram os olhares encontrados, a pele arrepiada, o beijo gostoso, o pé que encosta no outro sem aviso. e, ah, as mãos dadas! tu me encantas. longe, perto, sem saber, até hoje.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
deixa balançar a maré...
acho que já devo ter nascido afobada. eu sinto as coisas rápidas. posso te descrever as possibilidades de uma vida inteira por horas, se quiseres, meu amor. eu nunca soube ser discreta. sempre digo que vou tentar ser menos displicente com meus (a)casos. preciso me confessar algo: eu tenho mentido pra mim. descaradamente. eu podia me envergonhar por isso, mas eu me conheço. eu vou fazer birra de momento, e depois chorar todas as dores que eu trago no peito pra inventar desculpa pra chorar mais um pouco. é que o limite é ilimitado, sabe? mas é preciso testar pra saber que coragem são pra poucos, não bons. e eu só preciso que tu segure minha mão. sem me perguntar nada, de preferência.
depois de um bom tempo de recesso...
"Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço"
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