quarta-feira, 22 de junho de 2016
deságua. lembro todos os dias. da risada, da mordida no queixo. do pêlo branco da barba. remecho sons. sua risada ta guardada entre o plexo solar e o cardíaco. fecho olho, te sinto presente. não sei que é isso não. queria outro cheiro, mesclado ao abraço leve e seguro. me traz estabilidade, sem forçar nada. ando flutuando e você é ar. as vezes fogo. sei dos meus medos. me sinto boba, me sinto tua, sem nunca ter sido, entende? é maluco! queria mostrar o melhor de mim, mas criança rasga pacote. desvela o óbvio e abre leitura. sinto tudo. quanto sentir e nenhum demonstrar. acho que é pensar ser pouco. tu parece ser demais. me intriga, fico interessada. sou merticulosa. não tanto quanto penso. você é adulto, me sinto pré adolescente. sou mulher segura por fora. por dentro, curiosa. querendo abrir o pacote. quero desvendar tudo, mera curiosidade. mas quero saber nada, no fundo, quero nada. e apenas ter você.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
caminho das pedras. passo-a-passo. escuto com cuidado, mas falo sem pensar. sou intencionalmente inconstante. não me julgue. sou muleca. faço caras, ando na rua conversando com as diversas faces que tenho. invento personagens. me escondo e depois me escancaro. dou a cara pro limite. me testo, nem pergunto por quê. espero que nem você. me entrego ao hiato do som, fico muda, por entre cada expiração. volto a enxurrada de palavras, nem ligo se tu não ligas. é só pra ter ouvinte passivo. conselho: ouve meu silêncio, as pausas, os devaneios. expresso o mais profundo na brincadeira. entre o vão da plataforma. no apoio da mão nas costas. não precisa cuidar de mim, eu sei me virar. mas confesso que é bom ter você por perto. é entrega, o nutrir de si, o acalento. gosto de abraço com cabeça no peito. escuto sua voz ecoar, e dou um sorriso silencioso. segura minha mão sem querer. ahh, surpresas! cê vai ou fica?
quinta-feira, 7 de abril de 2016
busco segurança. ano de desata nós. aquário. sou rio. sorrio. a vida que flui. confesso, as vezes, hesito. resisto. desisto. insisto. me sinto selvagem. andando, saltitante, na estrada. saio da trilha. e tu vem feito borboleta colorida. bonita. ai de mim! coração, guenta mais! cansei de sentir, quero viver. e ser. estar sendo. tecendo. sensação boa. não lembrava disto. deu saudade. tristeza quer invadir, fazer represa. saio da água. juro que não é medo, é que eu não quero me afogar de novo. abro a caixa mágica. encantada. e vem a mente querendo controlar. eu cedo um pouco, na maioria, nem ligo. sinto explodir bolhas e sentimentos no corpo. identifico a dor, local, pele, pulsando. lacrimejo, só que desta vez é felicidade. ah vida, só te retribuo gratidão!
terça-feira, 29 de março de 2016
queria você. seu cheiro. um jeito de quem precisa fingir ser adulto. e eu não sei ser adulta. sou meio menina, meio mulher. só quando eu quero. quando vale a pena. você vale. eu rio. na geografia da dança cósmica. eu disse cósmica? e você ri. me aperta. eu ajeito seu cabelo. aperto os dedos. queria não tá com medo. mas eu exalo insegurança. e você? pára de achar graça. não gosta de sentimento. e eu só sei sentir. desencontramos. quero largar tudo. fugir. com você ou de você? sei lá, to meio tonta, bebi demais. me segura pela cintura. desisto, não sei resistir. finjo a santa ou encarno a puta? tu curte é o momento. me suga. me traga. fico pairando, exalada. tu me vê semi-desnuda, semi-revelada dos medos. faço teias, jogos e tenho carão pra negar tudo. vê se pára, é a única estratégia que eu sei. pra manter o controle. me descontrolo. respira. chega(mente). cê mente? que delícia te ouvir falando de si, orgulhoso, tão seguro... não coloquei o óculos, tá sem análise. nem quero pensar. gosto assim. luz e penumbra. intimidade, encaixe e gosto. tu é isso agora. quando volta?
domingo, 27 de março de 2016
Sobre orelhas
Queria saber sobre você. Não faz nem um dia, mas já sinto uma saudade de uma vida. É absurdo, eu quis o fim. Você tentou tanto pra que não acontecesse. Eu parecia forte, uma menina cheia de coragem. Você fez tantas perguntas querendo respostas tão práticas. Meu amor, eu nunca fui prática. Eu não tenho muita ideia do que a gente decidiu, no fim, fui eu ou você quem terminou?! Acho que não importa. Só lembre do quanto eu me importei com você, do tamanho do amor que eu tive enquanto estive com você. Era para você que eu seguia caçando estrelas na rua, que eu, por tantas vezes, sorri imaginando seu rosto nas estrelinhas das mensagens. Eu nunca vou esquecer o tamanho do amor que você me deu, e queria poder ouvir que eu te retribui o suficiente. Eu ainda te amo, e por isto que dói. Queria te dar um abraço e ouvir que tudo vai ficar bem. Você sempre se esforçou pra entender qualquer coisa que vinha das minhas palavras jogadas e misturadas neste tanto de sentimento. Eu vivo entre o mar e o pântano, não deve ser fácil ficar comigo. Não ache que é sobre o que aconteceu ou o que deixou de acontecer. É que porta fechou, e deixou de ser, sabe? Eu sorrio pras nossas lembranças gostosas. E sei que terminou quando a gente dançou, deliciosamente desnudos, na piscina. Eu ouvi aquela voz selvagem: é a última dança. A gente aproveitou tanto um ao outro. Eu vou sentir saudades abissais do seu cheiro, do seu olhar meigo e inseguro. Mas eu quero ser aquela mulher que quase nenhum homem aguenta: a liberta! A que corre de encontro às contradições. Mas este texto não é sobre mim, apesar do fim dizer respeito dos meus limites. É sobre sua pessoa bonita, que tanto me fez feliz e o tal desabrochar de vida compartilhada. É sobre a gratidão de você ter sido parte da minha estória...
Assinar:
Postagens (Atom)