é um ano de caos, de coisas intensamente transformadoras. eu tô me esforçando tanto pra ver as coisas diferentes, pra não agir mais da maneira que me fazia sofrer, pra estar disponível e ser disponível pra àquilo que tem que ser. eu me sinto dentro do mar, com uma onda que bate fria em mim e me empurra pra sair do lugar. é trazer à tona aquilo que estava tão bem acomodado (estava mesmo?). e juro que não é vitimização, não é desespero. é uma outra palavra que me escapa de definição. já foi embora o sofrido sufuco de reconhecer que era preciso deixar de ser a antiga. mas, tampouco sei lidar com os sentimentos infantis que insistem em mostrar a cara. não é vergonha deles, e estar tateando sobre que rumo dar à eles. liberdade é não ser escrava dos desejos, não é isso? as vezes não sei de muitas coisas, e tenho a ligeira impressão de cada vez menos sei de alguma coisa. construir, construir junto a mim mesma e a quem eu permitir. que palavra mais incrível, parece solução dos problemas. tão difícil, ninguém falava sobre as nuvens que pairam em cima, e que você não sabe pra onde vai sua construção. não dá pra ver o horizonte do futuro. e volto a insistir pra mim mesma, não é que seja sofrido isso. só é muito novo. me sinto uma menina rodando a saia que acabou de ganhar, tão feliz com a novidade. rodopiar demais dá tontura. me sinto tonta, queria agir. acabo agindo no impulso, quando bate o desespero. nunca fui de ficar parada mesmo. e ai parece que volto todas as casinhas do tabuleiro. me coloco de castigo. por que ainda faço isso comigo? a minha autosuficiencia não dá conta de lidar com meus erros. preciso de outros. outros amigos, outras pessoas, pessoas que nem conheço pra me abraçar. e dizer que o caminho tem percalços mesmo, que tem rochas, e que a gente tropeça. tudo bem se machucar, pára e cuida dessa ferida ai. a vida é uma grande roda de ciranda. as vezes tu perde o ritmo, não sabe de nenhum passo. não olha do pé do lado, ai que a que confunde mais. mas sem se dar conta, você se ritma. só quando não se preocupa se tá certo. precisa ter suavidade e firmeza, não é um jogo de acerto do ponto exato do equilibro. e nem um se manter constantemente girando. é um saber ficar e aproveitar. mas principalmente, saber a hora de sair.
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