terça-feira, 29 de março de 2016
queria você. seu cheiro. um jeito de quem precisa fingir ser adulto. e eu não sei ser adulta. sou meio menina, meio mulher. só quando eu quero. quando vale a pena. você vale. eu rio. na geografia da dança cósmica. eu disse cósmica? e você ri. me aperta. eu ajeito seu cabelo. aperto os dedos. queria não tá com medo. mas eu exalo insegurança. e você? pára de achar graça. não gosta de sentimento. e eu só sei sentir. desencontramos. quero largar tudo. fugir. com você ou de você? sei lá, to meio tonta, bebi demais. me segura pela cintura. desisto, não sei resistir. finjo a santa ou encarno a puta? tu curte é o momento. me suga. me traga. fico pairando, exalada. tu me vê semi-desnuda, semi-revelada dos medos. faço teias, jogos e tenho carão pra negar tudo. vê se pára, é a única estratégia que eu sei. pra manter o controle. me descontrolo. respira. chega(mente). cê mente? que delícia te ouvir falando de si, orgulhoso, tão seguro... não coloquei o óculos, tá sem análise. nem quero pensar. gosto assim. luz e penumbra. intimidade, encaixe e gosto. tu é isso agora. quando volta?
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